Marcelo Portela, Advogado

Marcelo Portela

São José dos Campos (SP)

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Roberto Nogueira
Roberto Nogueira
Comentário · há 10 anos
Gostaria de narrar um caso, que a meu ver se tornou pitoresco pelas características da relação entre proprietário e inquilino. Ambos eram amigos de infância e até então nutriam plena confiança um pelo outro. Por causa disso e ingenuidade do locador, o contrato foi feito de maneira simples. Tipo contrato de gaveta. Garantia e fiança nenhuma. Cláusula de reajuste vaga, em que não fora fixado um indexador oficial. Que a narrativa do caso sirva de exemplo para ninguém cometer a mesma asneira. Pasmem! Durante um tempo as coisas foram bem, com os pagamentos feitos em dia. Chegando ao absurdo do proprietário chamar o inquilino para ser padrinho de seu filho. Ou seja; como se pode prever, tudo fadado ao fracasso das relações comerciais. Contando não dá pra acreditar em tamanha burrice. Lá pelas tantas o proprietário começou achar que o aluguel estava defasado se comparado aos valores de mercado e, aí iniciou-se a desavença. Insultos trocados nos dois sentidos. Os quais culminaram com a suspensão do pagamento dos alugueis pelo locatário. Já era tarde. Restava então tomar todas as providências judiciais citadas acima quanto a um processo de despejo. Após muita conversa entre as "COMADRES" para que a amizade não azedasse, por fim o inadimplente resolveu entregar o imóvel. Acho que uma criança de 8 anos teria tido mais sensatez com o que vem a seguir. No dia marcado para a desocupação, a esposa do proprietário recebeu uma ligação de sua "COMADRE" dizendo: avisa ao compadre que está tudo certo. Estamos saindo. A mudança já está até no caminhão. Rsrsrs. Fala pra ele passar lá e pegar as chaves na portaria. Assim foi feito. No dia seguinte o inteligente locador foi pegar as chaves e vistoriar o imóvel. Quando para sua surpresa, constatou que seu grande amigo de infância tinha pintado TODO imóvel de PRETO. Paredes, tetos, portas etc. Ficou igual a uma caverna DARK. Furioso, ligou pra tomar satisfação e ouviu a seguinte resposta. Ora, vc não especificou no contrato a cor da pintura. Tinha que entregar pintado né? Pois é; eu achei que essa cor era ótima.
Lá se foram mais tantos galões de tinta branca a um custo exorbitante em milhares de demãos para cobrir aquele breu e colocá-lo numa mínima situação de receber pintura decente. Moral da história. Jamais faça negócio com parentes, amigos de infância etc. Vale o ditado: amigos, amigos, negócios à parte. Use a assessoria de uma imobiliária. A história é verídica. Se fosse comigo, eu acho que ia lá e tocava fogo na casa do compadre sacana. kkkk.
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